Por que o preço é por contato na base, e não por lead do mês
Toda ferramenta de automação de marketing precisa escolher em cima de qual número ela cobra. A escolha parece contábil e é estratégica: ela define contra quem você consegue ser comparado.
Equipe uleadflow3 min de leitura
Existem dois eixos possíveis. Cobrar por lead novo no mês — quantas pessoas entraram na base entre o dia 1 e o dia 30. Ou cobrar por contato na base — quantas pessoas existem ali hoje, independentemente de quando chegaram.
Parecem duas formas de medir a mesma coisa. Não são, e a diferença aparece em três lugares.
1. O mercado já escolheu
RD Station, Dinamize, HubSpot e Salesforce cobram por contato na base. Quando alguém pede três orçamentos, os três chegam na mesma unidade — e o quarto, que cobra por lead do mês, precisa de uma conversa inteira só para ser comparado.
Essa conversa quase nunca acontece. Na prática a proposta incomparável é a que sai da mesa primeiro, mesmo quando é a mais barata.
2. O custo real acompanha a base, não a entrada
Um contato custa dinheiro todo mês em que existe: ele ocupa armazenamento, é avaliado por cada régua ativa, entra em cada segmentação e recebe e-mail. Um lead que entrou em janeiro e continua na base em setembro custou oito meses de operação, e no eixo “lead do mês” ele foi cobrado uma vez.
O resultado previsível é que o preço deixa de acompanhar o custo. Bases grandes e paradas ficam desproporcionalmente baratas, e o ajuste vem depois — na forma de um aumento que ninguém entende.
3. O eixo errado incentiva a coisa errada
Quando o preço sobe com a entrada de leads, a ferramenta cria um motivo para você captar menos no fim do mês. É um incentivo contra o próprio produto: captar é exatamente o que ele existe para fazer.
E o envio, entra na conta como?
Cobrar por contato e deixar o envio livre não funciona: o custo de mandar e-mail é real e por mensagem. Um único cliente disparando sem teto consome a receita da própria assinatura.
A saída é um teto derivado, e não um segundo eixo de preço: oito e-mails por mês para cada contato contratado. Um plano de 5.000 contatos vem com 40.000 envios. Na prática isso é folgado — a operação típica de nutrição manda duas ou três mensagens por contato por mês —, e quem encosta no teto normalmente está mandando para a base inteira toda semana, que é um problema de estratégia antes de ser de plano.
O que não é contado como contato
- Lead de teste. Os que você mesmo criou para conferir uma régua. Não há o que enviar para eles.
- Descadastrado. Quem pediu para sair não recebe mais nada — cobrar por ele seria cobrar por lista morta.
Leads continuam sendo contados e aparecem no relatório. Eles só deixaram de ser teto: são resultado, não unidade de cobrança.
O que muda para quem está decidindo
Duas perguntas resolvem o dimensionamento, e nenhuma delas é sobre o futuro: quantos contatos ativos você tem hoje, e quantos você espera ter daqui a doze meses. O plano acompanha o segundo número, e a troca é feita quando ele chegar — para cima ou para baixo.
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